Compositor: Liv Kristine Espenaes Krull, Hein Frode Hansen, Raymond I. Rohonyi, Johan Espen
O tempo é um abismo
Profundo como mil noites
Retenho a minha pressa, faço pausas
Pois de que vale este passo ávido?
Um passo a mais e nada há a enfrentar
Salvo o beijo fatal da herança
Não mais deliro contra o tempo ou o Destino
Pois, vede! O que é meu jamais virá a mim
Contudo, quem narra o meu futuro?
Apagai as luzes, não posso ver
Trazei a Sombra
Com quem vós dançais?
O tempo parou
Todavia, para os outros jamais cessa
Para mim, as Páginas da Vida não mudam
Vede, na pira funerária elas ardem
A tão corrosiva Escuridão Aveludada eles temem
Dizei-me, por que cavar uma toca
Quando em meus braços clamo oh! Vem cá?
Digo-vos, em qualquer outro lugar nada há senão dor
Pois por que julgais tão precioso o vosso sangue
Quando pelas minhas veias ele poderia jorrar?
Esperai para alegrar-vos, tornando-me inapto
E, portanto, concedei-me o dom cruel
O dom de transmitir o truque sombrio
É um ato tão desavergonhado de erotismo
Bagatela para vós, contudo de grande proveito para mim
Oh, tal inocência privada tão apressadamente
Ai de mim, pois por que julgais tão precioso vosso sangue
Quando pelas veias ele irá jorrar?