Compositor: Raymond Rohonyi / Theatre of Tragedy
Meretrizes sujas, a uva do Senhor
Instruídas, enfeitadas, entretendo
De coração oco, coração partido
Ainda assim, tu colheste a rosa desabrochando
Quando és a erva daninha que devestes arrancar
— Na rosa desabrochando, eu encontro prazer
E eu, cega no passado
— Inocência é reservado aos mansos
— Com o nada, minhas garras nunca devem estar!
Ah, por ti, até um cão ganhas o trono
Criança malquista pela mãe! Praga das pragas!
Pai de crianças leprosas
Eu peço a ti, limite essa briga
Raso é o rio, mas cuidado, não atravesse
Contudo, desejastes tu de fazê-lo
Deveis eu de fazer o teu corpo ter uma cabeça a menos!
Dissestes tu, não, à minha dádiva
Então eis de ti desmaiar por perder teu sangue
— Não me extravie! Deves tu reconsiderar a minha imprudência
— Vás tu embora! Sejas tu banida!
— Se julga-me sem ira
— Minha mão eis então de desembainhar a espada
— Vejamos se não cambaleias!
— Vá-te! Por que irritar a minha arrogância?
Nenhum homem, nenhum mesmo — Por que privar
Seja ele lorde ou mendigo — O rebanho do pasto?
Privaste-me de minha dignidade! — Por que pensas tu assim
— De mim com tamanho desânimo no olhar?
Eleva-te, meu querido Sol
Suporte a cor escarlate